Diariamente, milhões de pessoas acessam as estações que cobrem os quase três quilômetros de extensão da Avenida Paulista sem prestar atenção na arquitetura, que faz do metrô paulistano um dos mais premiados do mundo, e nas obras de arte de grandes artistas, acessíveis a todos os usuários. Que tal olhar esse cenário com outros olhos?

O metrô de São Paulo é reconhecido como um dos melhores e maiores do mundo. A malha metroviária possui seis linhas, totalizando 84 estações e quase 100 quilômetros de extensão. A rede está integrada à Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), interligando todas as regiões da cidade com uma tarifa única e sem perda de tempo no trânsito. Esse alcance, até mesmo a regiões mais remotas da maior cidade brasileira, ainda deve ser ampliado com as obras de extensão que estão em andamento e serão entregues nos próximos dois anos.

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Um pouco da história do Metrô

A identidade visual do metrô paulistano foi desenvolvida pelos arquitetos e professores da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP) João Carlos Cauduro e Ludovico Martino, em 1967. O projeto padronizou visualmente as primeiras linhas inauguradas na década de 1970 e até hoje norteia a aparência da marca, das estações e das sinalizações para os usuários.

Projetos sociais e culturais

É claro que, ao longo de quase cinquenta anos, houve modernizações nos trens, nos serviços e nas instalações. Além disso, mesmo seguindo um padrão visual homogêneo, cada estação tem suas particularidades, seja de espaço físico, seja de intervenções.

Com uma frequência diária de mais de 5 milhões de passageiros, o metrô abriga ações sociais, como as campanhas de vacinação e do agasalho, e ações destinadas ao lazer dos usuários como a Linha da Cultura, que promove shows, exposições e diversas outras intervenções artísticas nas estações. O projeto inclui ainda painéis com poemas de escritores consagrados expostos nos acessos às plataformas.

A linha Verde e as estações da Avenida Paulista

Em operação desde 1991, a Linha 2 – Verde do Metrô une as estações Vila Madalena (zona Oeste) e Vila Prudente (zona Leste) e deve, no futuro, chegar ao município de Guarulhos. Uma curiosidade é que, apesar do nome, a Linha Verde foi a terceira a ser construída — a segunda foi a linha Vermelha.

A Linha 2 – Verde também é chamada de Linha da Paulista justamente por percorrer toda extensão da avenida. Nesse trecho em específico há três estações separadas, em média, por 1 km umas das outras.  Essa disposição facilita o acesso a um importante centro comercial da cidade, composto também por consulados, escolas, hospitais e por um vasto corredor cultural, que inclui cinemas, galerias de arte, casas de cultura, auditórios e museus.

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Estação Consolação

Inaugurada há quase 20 anos, Estação Consolação, primeira das estações de metrô da Avenida Paulista tem saídas ao lado da Rua Augusta e em frente ao Conjunto Nacional. Ela recebeu este nome em referência à avenida vizinha, que era o principal ponto de referência.

Para não haver confusão entre os usuários, optou-se por manter a nomenclatura com a abertura de uma estação da Linha 4 – Amarela, na Rua da Consolação, que, seguindo o mesmo critério de referência geográfica, passou a se chamar Paulista. As duas são interligadas no subterrâneo por um corredor de cerca de 80 metros de comprimento.

A estação Consolação é a única da rede a ter uma loja exclusiva do Metrô, onde é possível comprar diversos tipos de souvenires, como chinelos com o mapa das linhas, camisetas estampadas com placas das estações, pins com o símbolo da companhia e outros produtos personalizados da marca.

Mas o grande destaque são os painéis da artista plástica Tomie Ohtake (1913-2015), instalados em frente à plataforma sentido Vila Prudente, que retratam as estações do ano — primavera, verão, inverno e outono — por meio de quatro cores principais: verde, amarelo, azul e vermelho. Esse é um dos poucos trabalhos da pintora e escultora nipo-brasileira que utiliza a técnica de mosaico, com tésseras de vidro. Maior das três estações de metrô da Avenida Paulista, a Consolação tem uma área de mais de 10 mil m² e está ao lado de outros pontos turísticos importantes, como o Instituto Moreira Sales da Paulista e o Instituto Cervantes. Essa também é a estação mais próxima do Club Coworking, estrategicamente posicionado no coração da cidade, com uma das melhores infraestruturas urbanas da capital paulista.

Estação Brigadeiro

Localizada na altura do número 300 da avenida Paulista, a Brigadeiro é a menor das estações do eixo, com uma área de quase 9 mil m². Quem percorre a Paulista em busca de entretenimento deve usar a parada para chegar ao Itaú Cultural, Casa das Rosas, Japan House e Sesc Paulista. Essa também é a estação mais próxima do Hospital Santa Catarina e destino para quem vai ao bairro da Bela Vista.

Trianon/MASP

O projeto da estação Trianon/MASP foi realizado pelo arquiteto Roberto McFadden. Ao todo, são 9.290 m² distribuídos em dois mezaninos e plataforma central. Nas plataformas laterais há dois painéis do artista visual Wesley Duke Lee intitulados “Um Espelho Mágico da Pintura no Brasil” com 40 metros de extensão. Já na plataforma central está a escultura “Pássaro Rocca”, de Francisco Brennand, com quase três metros de altura.

Além de estar à frente do Parque Trianon, um pedacinho da Mata Atlântica no coração de São Paulo, a estação Trianon/MASP também dá acesso ao MASP e ao Centro Cultural Fiesp. Essa também é a parada ideal para se chegar à avenida 9 de Julho, que vai do centro de São Paulo à a venida Brigadeiro Faria Lima, no Jardim Europa.

A partir do Club Coworking da Avenida Paulista, a alguns passos do metrô Consolação, você pode chegar em minutos ao centro de São Paulo, à zona Sul da capital e à região da Avenida Brigadeiro Faria Lima, importante reduto financeiro de São Paulo. Aliás, poder encontrar tudo o que se precisa com facilidade desfrutando de momentos de apreciação é uma das várias vantagens de se trabalhar na Paulista!

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